Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) enviou um ofício ao ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, pedindo que o período de afastamento concedido a profissionais da saúde infectados com o coronavírus seja limitado a cinco dias.

A medida possibilitaria a antecipação do retorno desses profissionais à linha de frente do combate à pandemia e valeria tanto para aqueles que apresentam sintomas da Covid-19 quanto para os assintomáticos.

O setor da Saúde não conta com regulamentação sobre o tema e ainda depende de notas técnicas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que propõe dez dias de afastamento para trabalhadores contaminados.

A sugestão da CNSaúde é endossada pela recomendação do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos). “As pessoas que testarem positivo devem ser isoladas por cinco dias e, se assintomáticas nessa época, elas podem deixar o isolamento se puderem continuar a usar máscara por mais cinco dias para minimizar o risco de infectar outras pessoas”, cita o documento.

O ofício também sugere que não precisam ser afastados “profissionais sem sintomas sugestivos de Covid-19, mesmo com exposições de alto risco (contactante), quando forem totalmente vacinados (3ª dose) ou que já tenham tido Covid-19 nos últimos 90 dias”.

Para o presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, é possível antecipar com segurança o retorno desses profissionais à linha de frente, possibilitando manter a qualidade no atendimento à demanda.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

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