A criação da Fehospar — Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná, em 1991, procurou atender a uma antiga demanda de maior representatividade dos setores hospitalares das demais regiões do estado. 

A representação sindical patronal do setor hospitalar paranaense já vinha em intensa atividade desde a década de 1960 por meio do Sindipar (até a criação da federação, denominado Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná). 

Diante da necessidade de se criar novas entidades com autonomia para atender às demandas locais, as bases do Sindipar foram desmembradas em sindicatos regionalizados — abrindo caminho para a estruturação do sistema federativo. 

Sob amparo de sindicatos de Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de todo o estado, mais o Sindipar e o Sindicato dos Laboratórios de Análises e Patologia Clínica da Cidade de Londrina, a Fehospar foi fundada como entidade de segundo grau. 

As instituições de saúde paranaenses deixavam de ser representadas apenas pela Fenaess (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde). Por meio da Fehospar, novos sindicatos estabelecidos em locais como Londrina, Irati, Ponta Grossa, União da Vitória e Cornélio Procópio passariam a integrar o sistema federativo mais amplo.

Posteriormente, o estatuto passou a prever que a Fehospar pudesse ter presidentes filiados aos sindicatos regionais, fortalecendo a integração do segmento no estado. O presidente da atual diretoria (triênio 2020–2022), Rangel da Silva, preside o Sinhescopro (Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Cornélio Procópio e Região)

Evolução do setor

Conforme lembra o Dr. Fahd Haddad, vice-presidente da atual diretoria da Fehospar que presidiu por seis anos o Sinheslor (Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Londrina e Região), a criação da Federação se deu em um momento de crescentes mudanças no setor da saúde com a promulgação da Constituição Federal de 1988 e, posteriormente, da lei que criou o SUS

Entre as questões definidas por volta deste período estavam a carga horária de servidores nos hospitais, o estabelecimento da prestação de serviços para o sistema público e o relacionamento com operadoras de saúde. 

“Conforme o sistema foi evoluindo e ganhando mais complexidade, com legislações cada vez mais abrangentes e detalhadas, percebeu-se a necessidade de criar uma Federação para abranger os sindicatos do interior e da capital com maior consistência, unir a categoria hospitalar e orientar filiados e associados de forma unitária”, diz Haddad — que integrou a primeira diretoria da Fehospar (triênio 1991–1994) como suplente. 

Unidade

Para Fahd Haddad, o enfrentamento da pandemia de coronavírus a partir de 2020 reforçou a importância da união do segmento. “Essa unidade ajudou a evitar um cenário de muito mais mortes e morbidade entre a população, pois permitiu a existência de uma estrutura harmonizada, integrada e preparada para enfrentar a pandemia com condições equivalentes à de países mais avançados que o Brasil”, defende. 

“A integração permitiu que conseguíssemos avançar na melhoria do sistema de saúde, tanto público quanto privado, fortalecendo a todos e trazendo benefícios a toda a população.”

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