O Credit Suisse afirmou, em relatório, que os resultados do segundo trimestre para as empresas de saúde brasileiras serão influenciados principalmente pela magnitude da segunda onda da Covid-19 no Brasil, informa o Valor Investe.

“As internações hospitalares e os testes de Covid ajudaram os hospitais a obter receitas marginais, compensando a perda da demanda básica. Por outro lado, as empresas foram impactadas pela sobreposição de internações por covid em detrimento dos procedimentos eletivos”, diz o texto.

Os analistas que assinam o relatório, acreditam que a maioria dos efeitos são transitórios, mas afetam o mercado de ações no curto prazo. A crise também criou oportunidades e algumas empresas colherão os benefícios da curva de aprendizado.

Empresas

O banco suíço avalia que tanto a Hapvida quanto a Notre Dame foram provavelmente afetadas por taxas de sinistros significativamente mais altas, fazendo o crescimento orgânico ser limitado. Os resultados mais fracos impedem as ações de decolar, apesar do valor agregado significativo da sinergia da fusão.

Para a Rede D’Or, o banco acredita que as admissões por Covid provavelmente criaram receitas marginais, onde o tempo de permanência ajuda o tíquete, apesar de margens menores.

Para a Hypera, a continuação de um movimento de venda acima do mercado de varejo e otimizações nas despesas comerciais podem ajudar a desencadear a alta do papel.

Sobre a Qualicorp, ao contrário das expectativas anteriores do Credit, o indicador de perda de clientes (churn) não deve ter caído o suficiente para adições líquidas positivas serem registradas. As adições brutas ainda foram fortes.

Para a Fleury, o Credit diz que o número elevado de testes de Covid ainda está ofuscando a base de demanda, e o crescimento trimestral pode não ter sido significativo, com exceção das aquisições. Os custos com o novo mix continuaram sendo maiores e as despesas foram agravadas pelo ciberataque.

Os analistas esperam que a rede de planos odontológicos Odontoprev reporte uma baixa utilização, o que vai levar a uma maior lucratividade.

Sobre a SulAmérica, o banco acredita que a empresa possivelmente foi a mais afetada pelo aumento de sinistros e não teve um crescimento orgânico significativo. O resultado enfraquece a tese de que a empresa poderia ter uma reclassificação de recomendação.

Veja a notícia na íntegra no Valor Investe

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