Hospital da Pilar mantém serviço de Oxigenoterapia Hiperbárica
05/03/2010 14:56:36
A Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) é uma modalidade médica terapêutica que consiste na respiração de oxigênio puro (100%) a pressões maiores do que a atmosférica ambiente. Neste tratamento, o paciente é colocado no interior de um equipamento denominado câmara hiperbárica. Trata-se de um procedimento diferenciado e eficiente com diversas indicações, como lesões de origem isquêmica, infecciosa e traumática; queimaduras; déficit cicatricial; deiscências; retalhos ou enxertos comprometidos e de risco, entre outras.
A função da Oxigenoterapia Hiperbárica consiste em aumentar a quantidade de oxigênio nos tecidos, utilizando-se dos pulmões e do plasma sanguíneo do paciente para este transporte. Desta forma todos os tecidos alcançarão níveis aumentados de oxigênio, provocando uma série de efeitos de interesse médico, como estímulo na formação e organização de colágeno pelos fibroblastos, atuando em problemas como déficit de cicatrização e de infecção em locais de cirurgias. O tratamento ainda reduz o edema nos tecidos, estimula a formação de novos vasos sanguíneos na microcirculação, potencializa a ação de grupos antibióticos e reduz os efeitos das lesões secundárias pela radioterapia, por exemplo.
O Hospital Pilar disponibiliza para a comunidade a câmara hiperbárica multiplace, onde os pacientes são acompanhados durante toda a sessão por um profissional da equipe no interior do equipamento. Isto auxilia na segurança do paciente e em seu tratamento, pois permite que intervenções sejam imediatamente iniciadas e realizadas se necessário.
Cada indicação tem um protocolo a ser seguido, no que diz respeito ao número de sessões, pressão de tratamento, frequência e tempo das sessões.
A Oxigenoterapia Hiperbárica já constava na Tabela AMB-99 e na CBHPM desde 2003. Em 2010 torna-se um dos procedimentos constantes na ANS através da Resolução Normativa 211. Portanto, esta é uma modalidade médica terapêutica com grande potencial de utilização e em vertiginosa expansão, sendo já largamente utilizada em vários países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, Rússia, Japão, China, Coréia do Sul, Austrália, Cuba, México e Argentina.
Indicações de Oxigenoterapia Hiperbárica no Brasil aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM 1457/95):
• Embolia Gasosa; • Doença Descompressiva; • Embolia Traumática pelo Ar (E.T.A.); • Envenenamento por monóxido de carbono ou inalação de fumaça; • Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos; • Gangrena Gasosa Clostridiana; • Síndrome de Fournier (fasciíte necrosante do períneo); • Outras infecções necrosantes de tecidos moles, como celulites, fasciítes e miosites; • Isquemias agudas traumáticas, como lesões por esmagamento, síndrome compartimental e reimplantação de extremidades amputadas entre outras; • Vasculites agudas de etiologia alérgica, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos); • Queimaduras térmicas e elétricas; • Lesões refratárias: úlceras de pele, pé diabético, úlceras por pressão (decúbito), úlceras por vasculites auto-imunes, deiscências de suturas; • Lesões por radiação: radiodermite, osteoradionecrose e lesões actínicas de mucosas; • Retalhos ou enxertos comprometidos ou de risco; • Osteomielites; • Anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea.
Pacientes com estas patologias se beneficiam de OHB:
• Fístulas enterocutâneas da Doença de Crohn; • Enterorragias por retocolites; • Colite pseudomembranosa; • Abscesso intracraniano ou intra-abdominal; • Pneumoencéfalo; • Complicações infecciosas e retardo de cicatrização em período pós-operatório.
Responsável pelas informações:
Dr. Adriano Mehl
CRMPR 12.959
Responsável Técnico
Informações: (41) 3027-3696 / 3072-7272
Fonte: Hospital Pilar
|