Hospital São Lucas de Cascavel adia o início de atendimento no PS
02/03/2010 13:13:13
O Hospital São Lucas de Cascavel continua fora do fluxo de atendimento a emergências da rede pública. A previsão era de que em fevereiro o pronto-socorro atenderia pacientes encaminhados pelo Serviço Integrado e Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate) e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu). Mas a reforma do local não ficou pronta.
O informe oficial foi repassado nesta segunda-feira (1.º de março) à Secretaria Municipal de Saúde, à 10ª Regional de Saúde e aos demais integrantes do Comitê Gestor de Urgências e Emergências. À tarde, o grupo esteve reunido para avaliar o fluxo de atendimentos praticado em Cascavel desde junho.
No ofício, a direção do São Lucas informou que não existe prazo para concluir a reforma. O diretor-administrado do hospital, Luiz Tozzo, afirma que a intenção de fazer parte do fluxo continua. Ele não quis dar mais detalhes sobre a nova prorrogação. “São prazos de obras. Não temos previsão de abrir, mas queremos fazer parte do sistema”.
O secretário municipal de Saúde, Ildemar Canto, diz que em casos de demandas superiores à rotina o São Lucas deverá atender o paciente. “O pronto-socorro do Hospital São Lucas por enquanto não vai abrir. Mas se tiverem três vítimas de código 3 [grave com risco à vida] e não houver vagas, eles vão atender”, assegura Canto.
O atendimento a urgências e emergências continua centralizado no Hospital Universitário) e nos Hospitais Nossa Senhora da Salete e Santa Catarina. Sendo todos os graves com risco à vida para o HU e os graves sem risco à vida divididos aos outros dois. O fluxo é de quatro pacientes ao Salete e um para o Santa Catarina.
Uma das falhas do sistema, que deve ser sanada, é a demora da Central de Regulação para indicar uma casa hospitalar. O processo é feito pelo Samu “As ambulâncias têm dado muitas voltas pela cidade. A central está tendo dificuldade para encontrar médicos”, revela o secretário.
Uma tentativa para resolver o problema será testada pela regulação, que não precisará mais informar o código que indica o estado da vítima ao médico do hospital de destino. A próxima reunião do comitê está prevista para abril.
Fonte: O Paraná, de Cascavel
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